Arquivo paraFevereiro, 2008

Mercado de Luxo

21-01-2008-victor3-743363.jpg21-01-2008-victor2-722980.jpg21-01-2008-victor1-751083.jpg
  
A grife Victor Hugo aproveitou a presença de jornalistas nacionais e internacionais em São Paulo, por causa da SPFW, e fez um café nesta manhã, numa de suas mais luxuosas lojas, que fica no sexto andar de um prédio na Faria Lima, em frente ao Shopping Iguatemi.

Lá estavam o próprio Victor Hugo, além do estilista da marca, Luiz Eduardo. Ambos apresentaram, informalmente, a coleção de inverno 2008, inspirada em histórias e lendas de mitos e de heróis das HQs. O principal material da estação é o couro merino (carneiro espanhol), bastante macio. A idéia heróica aparece nos metais espessos, fechos torniquete, rebites… Algumas peças ganharam nomes de modelos, como Jeisa – que inclusive está na campanha, Daria e Alina.

Para Victor Hugo, o Brasil está crescendo e, com ele, sua marca também. Com a disputa chinesa de mercado, conta que teve que tornar suas peças, ainda mais, sinônimos de jóias, além de variar o produto – agora existem alguns modelos de colar e pulseira, porta-celular, moda masculina, entre outros. ‘Primeiro era só eu, agora tem muitas marcas de bolsas no Brasil, que não são feias e nem ruins, então precisamos fazer esta mudança’.

Internacionalmente, é onde a marca vai ainda melhor. ‘Sobretudo nos Estados Unidos’, conta. ‘Estamos falando de bolsas que custam 1000 dólares para o atacado’, informou. São 1200 funcionários, produzindo cerca de 57 mil peças ao mês, que são distribuidas entre as lojas nacionais e internacionais. Em Nova York, disseram ser um sucesso, e deixaram escapar que estão, há tempo, procurando um bom lugar em Paris.

Post e Fotos: UseFashion

Fotos campanha Victor Hugo 2008

campanha-2008.jpgcampanha-2008-2.jpgcampanha-2008-3.jpgcampanha-2008-4.jpg

Quem é Victor Hugo??

foto-vh.jpg

Elegante e com porte aristocrático, Victor Hugo nasceu no Uruguai, em uma família brasileira, e se estabeleceu no Rio de Janeiro em 1969. Na época, além de criar jóias, vendidas em uma feira hippie e bolsas para lojas multimarcas, trabalhou como modelo. Fez diversos anúncios e foi fotografado com modelos de destaque na época, como Bety Lago e Cristina Franco.
O designer foi pioneiro ao perceber a importância da grife e o filão do mercado de luxo no Brasil, acompanhando o mercado internacional, aberto por marcas como Louis Vuitton, que utilizam a qualidade e o logotipo estampado na coleção como estratégia de venda. Victor Hugo apostou no próprio nome.
A primeira loja foi inaugurada em 1975, na então Rua Montenegro, hoje, Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro. A grife cresceu e seus produtos viraram objeto de desejo. Hoje, a marca possui 16 lojas próprias, 45 franquias e 240 pontos de venda. Em novembro do ano passado tornou-se internacional, quando abriu uma loja na Madison Avenue, Nova York, e passou a exportar seus produtos para Arábia Saudita, Egito, Índia e Líbia.
Para o designer, atualmente o mercado nacional está mais perto do ideal. Antigamente não havia muita escolha; a marca Victor Hugo era a única. “Num mercado dominado por fortes grupos econômicos, o desafio é fazer um produto cada vez melhor e projetar a marca internacionalmente. Com o bombardeio de informações, o cliente sabe mais do que o designer”. Segundo o experiente estilista.